As duas vezes que senti a maior dor no coração, foi o trágico nascimento do Felipe e sua partida. Os abraços que dei no meu irmão e na Valéria nestas ocasiões mostraram-me que a dor da alma é infinitamente maior que a dor física.
Depois de seu nascimento, confesso que procuro alucinadamente conforto e entendimento espiritual. Cheguei perto de alguns entendimentos e estou cada vez mais longe do conforto. Do oriente ao ocidente, descobri que não há conforto. Só existe a luta diária contra os sofrimentos, a descoberta de suas causas, a completa falta de controle sobre determinados acontecimentos, e a melhor forma de encara-los, ultrapassar e conviver com eles. Descobri que viver de coração, mente e braços abertos, encontrar a felicidade no outro, abdicar do conforto da alma enquanto os outros não o atingirem, são simplesmente um modo de viver. Nem melhor, nem pior que outro, apenas o seu jeito de se tornar. Porque nós não “somos”, nós nos “tornamos”.
Não, não vou dizer que sinto e imagino a dor de vcs, porque estaria a anos luz de entender isso. No momento acho relevante que Felipe esteja guardado em nossos corações e que ele continuara eterno porque está em nossa memória.
Tento ser forte para conseguir ajudar vocês, mas vocês conhecem minha fragilidade, decididamente não sou forte e aceito esse fato com pesar.
Fiquei extremamente feliz com a quantidade de pessoas queridas e solidárias ao lado de vocês, e a força que deram e estão dando..Não vou falar de Nelson, Márcia, Zero e Dr João Excepcionais, sem comentários.
Com certeza, a única maneira que posso ajuda-los, é ficar de prontidão, estender meus braços e esperar que o tempo seja generoso e o silêncio anuncie uma nova música, mais branda, harmoniosa, confortante e que vcs nos ensinem e compartilhem tudo que aprenderam.
Bjos
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Silêncio II
Postado por
joao ricardo leite
às
10:50
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Lindo post, João Ricardo. Palavras mais que bem vindas.
ResponderExcluirBjs!!