Meu nome é Valéria Pellon. Minha vida com meu marido Leonardo foi atropelada por uma grande injustiça: em 11 de janeiro de 2007, Felipe, nosso anjinho tão esperado, nasceu em um dos melhores hospitais do Rio de Janeiro e, em função de negligência médica, sofreu lesões cerebrais irreversíveis durante o parto, em decorrência de asfixia. Após 5 meses internado na UTI veio pra casa com "home-care", como viveu até 11 de novembro de 2010, em estado vegetativo. Este blog é uma forma de "gritar" o nosso sofrimento e mostrar como o amor salva nossas vidas e nos faz sobreviver, a cada dia.



sábado, 17 de outubro de 2009

Religião

Eu tive uma formação religiosa. Estudei a vida toda no Colégio Marista São José, na Tijuca, meus pais e suas famílias sempre foram muito religiosos. Eu não era muito de ir à missa, não achava que me acrescentava muito espiritualmente, só gostava das músicas das missas. Música de Igreja me emociona, até hoje... Eu preferia rezar em casa, na praia, perto da natureza, dirigindo meu carro... E como eu rezava ! E me sentia protegida, me sentia perto de Deus. Conversava com Ele o tempo todo. Quando eu era pequena, minha mãe me ensinou que quando eu estivesse aflita, pra eu repetir “o Senhor é meu pastor, nada me faltará”. E isso me acompanhou por muito tempo, e eu me sentia tão protegida !

Quando o Felipe nasceu, eu pedia muito a Deus pra fazer meu filho acordar, “nascer” de verdade, abrir os olhos. Repetia, olhando para o Felipe, “o Senhor é meu pastor, nada me faltará”. Pedia pra deixar ele viver tudo que a gente planejou pra ele. E eram coisas tão simples, como passear no Jardim Botânico, viajar para as montanhas, para a praia, brincar com o irmão mais velho, com os primos...pedia tanto pra Deus fazer um milagre, e eu ficava o dia inteiro daqueles 5 meses sentado ao lado do bercinho dele da UTI esperando que minhas preces fossem ouvidas. Às vezes entrava na capelinha da Casa de Saúde, e chorava até não agüentar mais. Quando eu chegava em casa à noite, entrava no quartinho lindo que preparamos para o Felipe (demorei a conseguir entrar lá depois que ele nasceu), fechava os olhos, e rezava, rezava, chorava, chorava. E nada mudava...só notícias ruins, confirmações catastróficas pelos exames. Então resolvi mudar e rezar para Nossa Senhora, que devia entender mais da minha dor por ter sido mãe e ter também sofrido tanto vendo o sofrimento de seu filho na cruz... Pedia pra ela interceder, fazer um milagre, iluminar o Felipe com a força de seu amor, e nada...

Até que depois de um tempo entrei numa fase de revolta contra Deus, Nossa Senhora e tudo e todos que se referissem a Eles. As orações passaram a não fazer mais nenhum sentido, eu tinha a sensação de estar falando sozinha. Tudo que eu aprendi a acreditar, toda minha fé...me senti tão enganada, tão ingênua. Estava tudo muito errado. Eu só queria meu filho, saudável. O que eu tinha feito de errado ? Como tanto amor e tantas boas intenções podem acabar numa injustiça dessas ? Como Deus pode permitir uma criança inocente sofrer tanto, ser privada de tanta coisa boa que teria pela frente ? E com isso, caí num vazio, numa escuridão muito grande, numa solidão horrorosa. Não tinha mais pra quem pedir nada.

Conheci muitas famílias que passaram pela aquela UTI, e uma delas foi a avó de uma criança que lá ficou por pouco tempo, e ela sempre conversava muito comigo. Ela é do Espírito Santo, e mesmo após ter voltado, me ligava sempre pra saber do Felipe. Até que um dia ela me ligou pra falar de um livro que ela leu, que pensou muito em mim, e me mandou esse livro pelo correio. Eu não conseguia ler nem primeira página de jornal, não conseguia me concentrar em nada, mas surpreendentemente este livro mudou a minha vida, e organizou a minha cabeça em relação a Deus. Chama-se “Quando Coisas Ruins Acontecem a Pessoas Boas”, escrito por um rabino chamado Harold S. Kushner, que perdeu um filho por causa de uma doença. A descrição é perfeita: “Esta obra dirige-se àqueles que desejam acreditar na bondade e justiça divinas, mas não conseguem conciliar tal crença com a dor do ser humano. Um livro que transmite a paz de espírito, sendo capaz de mudar profundamente a sua vida”.

A ideia dele é mostrar que Deus não é culpado por todas as tragédias e acidentes que acontecem nesse mundo, que Ele sofre tanto quanto nós quando essas coisas acontecem. Segundo ele, o papel de Deus é nos confortar e dar força para passarmos pelos obstáculos.
Eu não acredito que o Felipe tenha sido enviado para uma missão, em função de alguma coisa que aconteceu em outra vida sua. Nem acredito que nós, seus pais, também tenhamos tal missão divina. Acredito que houve um erro, que fez com que meu menino não conseguisse respirar. E todos sabem o que acontece com quem fica sem respirar por muito tempo: lesão cerebral. “Simples” assim. Causa e consequência. Erro e consequência.

Com isso, deixei de ficar totalmente “de mal” com Deus, mas comecei a questionar sua real existência. Ainda não tenho essa questáo resolvida na minha vida. A única coisa que me restou foi acreditar no Amor, que cresce a cada dia mesmo trazendo muita dor e muito sofrimento. Amor que me dá força pra acordar, pra viver. Quando fico mal, substituí “o Senhor é meu pastor...” por abraçar o Felipe e sentir o amor explodindo dentro do meu peito. Quem me dá força para viver é o Felipe. Minha religião hoje se chama AMOR.

15 comentários:

  1. Valéria , não sei o que tanto me faz entrar nesse blog várias vezes ao dia , mesmo sabendo que ficarei chorando como estou agora . Acho que tenho aprendido muito com vocês . Essa força é algo impressionante , contagiante ...Se você estava procurando uma força quando criou esse blog , tenha certeza de que você é quem está nos tornando fortes , mais humanos.Aos poucos está se formando uma linda família em torno do Felipe , que na verdade sempre existiu , mas que agora se mostra para mundo ensinando que histórias de amor verdadeiras nem sempre são um conto de fadas ...elas podem ser bem diferentes, mas para quem conseguir aqui está um belo convite para se conhecer uma linda história de vida e de amor incondicional. Amo todos vocês! Karina Giovenco Pellon.

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  2. Recebi o endereço do seu blog através da Gizélia , amiga de sua mãe. impossível não se emocionar. Como cristã, não podia deixar de lhe enviar um texto que recebi . Pense nisso.
    Que o Deus forte, maravilhoso e Pai vigilante que eu creio, esteja com vc sempre. mesmo nos momentos que você estiver "de mal" com Ele. Ele entende sua aflição e está cuidando de vocês. Um beijo no seu coração.

    Como é verdadeira !
    Você conhece a lenda do rito de passagem
    da juventude dos índios Cherokees?

    O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
    O filho se senta sozinho no topo de um montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
    Ele não pode gritar por socorro para ninguém..
    Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
    Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
    O menino está naturalmente amedrontado.
    Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
    Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.
    Talvez alguns humanos possam feri-lo.
    Os insetos e cobras podem vir pica-lo.
    Ele pode estar com frio, fome e sede.
    O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
    Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
    Finalmente...
    Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
    Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
    Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

    Nós também nunca estamos sozinhos!
    Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'.
    Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.

    Se você gostou desta história, pense nela.
    E e evite tirar a sua venda antes do amanhecer...

    Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele nao esteja conosco.
    Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material.

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  3. tia , a sua religião , com certeza é a mais poderosa de todas . Em nome do amor , nada que se faz é sem sentido. Mas em nome de religião , quantos erros já não foram cometidos ? Quantas guerras ? Continue sempre nesta sua religião , porque o amor é a religião de Deus , que são poucas as pessoas que conseguem entender. Bjos, Íris . (ESTOU TODOS OS DIAS AQUI =)

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  4. Oi Valéria!

    Tem um líder espitual indiano que diz:

    "Vim para acender a chama do Amor em seus corações, para que ela brilhe dia a dia com mais esplendor".
    "Vim para falar-lhes desta Fé Unitária Universal, deste Princípio Divino, deste Caminho de Amor, desta Ação de Amor, deste Dever de Amor, desta Obrigação de Amor."
    "Só existe uma religião, a religião do Amor."
    Sathya Sai Baba

    com carinho,

    Silvia Ortiz

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  5. Sempre fui muito comedida nos meus escritos, tenho dificuldade de passar sentimentos para o papel e, ao mesmo tempo, está na minha cabeça o ditado muitas vezes repetido na infância: ”as palavras voam e os escritos permanecem”. Mas há ocasiões em que não se consegue, falar e escrever se torna mais fácil.
    Nesse caso, mais do que nunca, quero que minhas palavras permaneçam e entrem profundamente em quem está me lendo no Blog do nosso amado Felipe.
    Não dá para esquecer o dia 11/01/2007. Tantas esperanças destruídas num momento, o horror de ouvir o profissional médico acompanhado de um colega entrar no quarto, onde estávamos com a Valéria, com as costelas quebradas, com dores horríveis e proferir : ”Não sei o que aconteceu ...Só se foi a anestesia”...
    Quase 3 anos depois , ainda ouço essa frase. Fiquei em dúvida se era assim mesmo, mas conferi com quem estava presente e não há dúvidas: foi assim.
    Lembro-me de Fabiano, meu marido, pediatra conceituado, componente do quadro médico da URPE (Urgências Pediátricas) em Botafogo, dizer: “ Não pode ser, estava tudo bem, gravidez maravilhosa... Alguma coisa aconteceu”.
    E, realmente, “essa coisa” aconteceu.
    Valéria, em trabalho de parto, foi deixada “esperando”, enquanto o profissional atendia outra parturiente. Resultado: a hora de nascer passou. Por que não fizeram cesariana?
    Leonardo, meu genro querido, filmou tudo. Saiu da sala mais branco que papel.
    E Felipe veio ao mundo, cheio de sofrimentos. Nunca pôde mamar, nem ver seus pais e pessoas que o amam. Sua vida se resume em aparelhagem e medicamentos.
    Valéria e Leo ignoram, mas como sofro ao ver chegar na casa deles sacos de medicamentos, balões de oxigênio, ao invés de brinquedos, de carrinhos.
    Ele tem brinquedos no seu quartinho lindo, mas não pode ver nem pegar. As mãozinhas, gordinhas e macias, como pãezinhos de queijo, se deixam tocar mas não podem retribuir o afeto.
    Meu marido nunca conseguia falar e ver o Felipe sem se amargurar pelo erro cometido.
    Assim como ele, todos nós.
    Fico um pouco aliviada de ver nesse blog que o casal consegue receber mensagens tão afetuosas que tentam ajudá-lo.
    A família do Leonardo e a nossa se aproximaram mais. Entendo-me muito bem com a querida Magali e Sérgio e todos nós, unidos no sofrimento e na tentativa de dar alívio aos nossos filhos. Fabiano faleceu há 3 meses, aumentando nossa dor.
    Gostaria que a Valéria conseguisse recitar novamente o salmo que lhe trazia conforto:” o Senhor é meu Pastor e nada me faltará se me conduzires”
    (Helena, mãe da Valéria).

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  6. Uma mãe especial

    Deus passeando sobre a Terra, seleciona seus instrumentos para a preservação da espécie humana com grande cuidado e deliberação.

    A medida em que vai observando, Ele manda os seus anjos fazerem anotações em um bloco gigante.

    "Elizabete Souza...vai ter um menino. Santo protetor da mãe: São Mateus".
    "Mariana Ribeiro...menina. Santa protetora da mãe: Santa Cecília".
    "Claudia Antunes...esta terá gêmeos. Santo protetor...mande São Geraldo protegê-la. Ele esta acostumado com quantidade".

    Finalmente Deus dita um nome a um dos anjos, sorri e diz: "Para esta, mande uma criança especial".

    O anjo cheio de curiosidade pergunta: "Porque justamente ela Senhor? Ela é tão feliz."

    "Exatamente, responde Deus, sorrindo.
    Eu poderia confiar uma criança especial a uma mãe que não conhecesse o riso?
    Isto seria cruel!

    "Mas será que ela terá paciência suficiente?"

    "Eu não quero que ela tenha paciência demais, senão ela vai acabar se afogando num mar de desespero e auto-compaixão.
    Quando o choque e a tristeza passarem, ela controlará a situação.

    Eu a estava observando hoje, ela tem um conhecimento de si mesma e um senso de independência, que são raros, e ao mesmo tempo, tão necessários para uma mãe.

    Veja a criança que vou confiar a ela, tem todo o seu mundo próprio.
    "Ela tem que trazer esta criança para o mundo real e isto não vai ser nada fácil".

    "Mas Senhor, eu acho que ela nem acredita em Deus!" Deus sorri.
    "Isto não importa, dá-se um jeito.
    Esta mãe é perfeita.
    Ela tem a dose exata de egoísmo de que vai precisar.
    O anjo engasga. "Egoísmo? Isto é uma virtude?"

    Deus balança a cabeça afirmativamente.

    "Se ela não for capaz de se separar da criança de vez em quando, ela não vai sobreviver.

    Sim, aqui está a mulher a quem eu vou abençoar com uma criança diferente das outras.

    Ela ainda não tem consciência disto, mas ela será invejada".

    "Ela nunca vai considerar banal qualquer sinal demonstrado por seu filho. Por mais simples que seja o suspiro, ela o receberá como um grande presente".

    "Nenhuma conquista da criança será vista por ela como corriqueira.

    "Eu vou permitir que ela veja claramente as coisas que Eu vejo: ignorância, crueldade e preconceito.

    Então vou fazer com que ela seja mais forte do que tudo isso.
    ELA NUNCA ESTARÁ SOZINHA!

    Eu estarei a seu lado a cada minuto de cada dia de sua vida, porque ela estará fazendo meu trabalho e estará aqui ao meu lado".


    E qual será o santo protetor desta mãe?
    Pergunta o anjo, com caneta na mão.

    Deus novamente sorri.

    "Nenhum!

    Basta que ela se olhe num espelho".

    Tia Nanda

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  7. Leonardo, Valéria e Felipe,conheci a história de vcs tres através das minhas filhas Luciana e Aline, que durante um bom tempo foram fisioterapeutas do Felipe. Diversas vezes esse assunto era mencionada nas nossas conversas, talvez por eu ser fisioterapeuta também ou simplesmente por sermos uma família que se comove e se entristesse com o sofrimento alheio.Minhas filhas tiveram a oportunidade de vivenciar as dificuldades que somos obrigados a passar quando a vida nos"puxa o tapete" de forma incompreensível e cruel. Mas força todos temos pra levantar e seguir em frente, tropeçando, caindo, levantando e se amparando nos amigos, familiares e no Deus que cada um temos dentro de nós.
    Como mãe sempre me identifiquei com a Helena, mãe da Valéria, pois não existe nada pior do que ver sonhos, desejos,alegrias e felicidade tirados de uma filha nossa. Sentimos por nós e por ela. Mas temos que ter força em dobro pois somos nós que estaremos sempre ao lado dela. Um grande abraço pra vc Helena.
    Um beijo afetuoso à família Leonardo, Valéria e Felipe e que a casa de vcs continue alegre, clara e cheia de amor e de esperança.
    Simone Loja

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  8. Sempre me perguntei o motivo das crianças sofrerem,entendo quando um adulto passa por situações penosas, mas um criança?Só pode ser porque na realidade são anjos e estão aqui para nos amparar,nos conduzir apesar de tão pouca idade.Felipe é um grande anjo.O que ele nos ensinou?Não importa qual seja a religião, o importante é que esteja baseada no amor, na doação e no amparo que damos uns aos outros.Felipão, um beijo enorme para voce,para mamãe, para o papai e vó Helena.tia Gizélia

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  9. valeria e lindo ler seus comentarios e ver com grande amor voce tem pelo seu filho,e ver como a famlia de voces e taõ unida,o filipe abraçadinho com voce , jogando video game com o pai eo irmao,eu peço a deus que continue abençoando a sua familia,e que continue te dando força para superar as lutas do dia a dia,continue sendo essa mulher virtuosa e essa mae maravilhosa. jesus ama voces!!!

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  10. Olá. Meu nome é Leonardo, e recentemente eu e minha esposa passamos por um drama como o seu. Gostaria de compartilhar com você a experiência que tivemos, particularmente. Caso se interesse, envie-me um email para leo.jesus@yahoo.com.br, a fim de que possamos conversar sobre nossas vidas. Quem me passou seu contato foi a fisioterapeuta Alessandra Busse Ferrari, que hoje cuida de nossa filha. O que tenho para compartilhar é algo bem impactante. Um abraço. LJ.

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  11. Nem sei bem o que pensar ou escrever e também mal posso imagianar a sua dor, mas gostaria muito de abraçá-la, poder de alguma forma te consolar, mas na minha profunda limitação humana, continuo sem saber como...também li o livro que mudou sua vida. Ele me foi emprestado por uma nova e já querida amiga. Sua mãe Helena. Ela é incrível. Sou psicopedagoga, professora de Filosofia e coordenadora de Educação Infantil. Por recebermos muitas crianças com deficiência mental, entre outras, estou fazendo uma especialização em deficiência mental, para que isso possa acrescentar qualidade de vida aos nossos alunos.
    Sou católica praticante, mas hoje eu digo que minha vida mudou depois da leitura deste livro. Mal consigo explicar, só sei que mudei.
    Espero que pelo menos pra ser um ser humano melhor, capaz de acrescentar algo de bom em outras vidas, o sofrimento nos sirva.
    Fique com o imenso amor de DEUS, pois é isso que te põe de pé. Abraços
    Renata Antunes

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  12. Oi Valéria!

    Resolvi passar por aqui. Como Guruji fala, e eu acredito, nós somos feitos de uma substância chamada Amor. Amor não é simplesmente um sentimento ou emoção, e sim a nossa verdadeira essência.

    Poucos são afortunados de terem a oportunidade de sentirem o peito explodir de Amor na vida. Eu também tive, em experiência semelhante a tua (minha avó, lembra?).

    Muitos beijos
    Ricardo

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  13. Sinto muito pelo que aconteceu. Só tenho uma revelação a fazer a você: Deus NAO EXISTE

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  14. Li seus relatos e acredite muito me emocionou. Com relação a Deus, acredito que exista. Ele não é um gênio da lâmpada, onde faz os nosso desejos, porém não desampara ninguém. Uma coisa aprendi, tudo aquilo que está acima dos meus limites entrego a Ele. Sei que as lágrimas que posso derramar hoje servem para semear uma semente que no amanhã se transformara numa árvore que dará frutos. Nada é por acaso, Deus tem um propósito em tudo nessa vida. Lembre-se Deus é amor.

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